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01 de outubro de 2026

ECONOMIA

Combustível de avião fica 11,76% mais caro e impacta passagens

ECONOMIA Petróleo 01/10/2026 15:12 Bruno de Freitas Moura, Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br Rio de Janeiro RJ

A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação em 11,76%. A alta ocorre devido à guerra no Oriente Médio, que encareceu o petróleo no mundo. Desde o início do conflito, o custo subiu 74%, pressionando os custos das companhias aéreas.

A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação (QAV) em 11,76% em média nas suas refinarias. O novo valor começa a valer nesta quinta-feira (1º). Esse combustível é usado por aviões e helicópteros.

O preço médio do litro subiu de R$ 5,585 em setembro para R$ 6,242 em outubro. A lista de preços de cada refinaria está disponível no site da Petrobras.

  • O reajuste de 11,76% passa a valer no dia 1º de outubro.
  • O litro do querosene de aviação agora custa R$ 6,242, contra R$ 5,585 no mês anterior.
  • A guerra no Oriente Médio causou uma alta acumulada de 74% no combustível desde março.
  • O querosene agora representa mais de 45% dos custos das companhias aéreas brasileiras.
  • A estatal permite o parcelamento do pagamento do combustível para ajudar as aereas.

Reajuste mensal previsto

O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês, conforme prevê o contrato entre as partes.

Efeitos da guerra no Oriente Médio

A Petrobras atribui a alta do querosene nos últimos meses à guerra no Oriente Médio. O conflito gerou problemas na logística da indústria de petróleo e seus derivados.

O preço médio atual é 74% maior que o de 1º de março, que era de R$ 3,592 por litro. Essa data é o dia seguinte ao início dos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O motivo principal é a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% de toda a produção internacional de óleo e gás passavam por esse estreito. Com a redução da oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Antes do conflito, o combustível representava cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor.

Depois da guerra, o peso do querosene ultrapassou 45% dos custos operacionais, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Como funciona o mercado

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados são consideradas commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades). Por isso, o preço é definido no mercado internacional.

Houve momentos em que os EUA e o Irã se aproximaram de um acordo, e a Petrobras chegou a reduzir o preço do querosene em junho e julho. No entanto, em agosto, os preços voltaram a subir, assim como em setembro e agora em outubro.

Em maio, para aliviar o impacto do aumento no caixa das companhias aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o pagamento do reajuste.

O caminho do combustível

A Petrobras vende o querosene produzido nas suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Essas empresas transportam o combustível e o vendem para as companhias de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% na produção nacional de querosene de aviação. No entanto, o mercado é aberto à livre concorrência, ou seja, não há restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.


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