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08 de outubro de 2026

GERAL

Estados Unidos acusam Maduro e esposa de torturar americanos

GERAL Tortura 08/10/2026 15:30 Eliseu Caetano / Jovem Pan jovempan.com.br

O governo americano apresentou nova acusação criminal contra Nicolás Maduro e Cilia Flores por suposta participação em esquema de tortura de opositores e cidadãos dos EUA na Venezuela, incluindo choques elétricos e espancamentos.

Uai Agora

A Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta quinta-feira (08) uma nova acusação criminal contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A denúncia aponta que o casal teria supostamente participado de uma conspiração para torturar opositores políticos e cidadãos americanos mantidos em prisões da Venezuela.

A atualização da denúncia foi apresentada à Justiça Federal de Manhattan, em Nova York. Essa medida amplia as acusações que já pesavam contra o casal, que anteriormente havia sido denunciado por crimes relacionados ao narcotráfico.

  • Nova acusação: EUA formalizam processo por tortura de cidadãos americanos na Venezuela.
  • Métodos: Documento cita choques elétricos, espancamentos e asfixia.
  • Indenização: Justiça de Miami já condenou regime a pagar US$ 314 milhões em indenizações.
  • Julgamento: Maduro e Flores terão audiência em 1º de junho de 2027.
  • Contexto: Casal foi capturado em janeiro de 2026 e está detido no Brooklyn.

Métodos de repressão descritos

Segundo os promotores federais americanos, Maduro e Flores teriam participado de um esquema de repressão política. Esse sistema incluía detenções arbitrárias, violência física e tortura de pessoas consideradas adversárias do governo venezuelano.

O documento detalha métodos brutais de tortura, como choques elétricos, espancamentos, asfixia e ameaças contra familiares dos detidos. Entre as vítimas mencionadas estão cidadãos dos Estados Unidos que permaneceram presos durante o governo Maduro.

Envolvimento da inteligência militar

A investigação também aponta a atuação da Direção-Geral de Contrainteligência Militar da Venezuela (DGCIM). Trata-se de um órgão de inteligência militar associado às operações de repressão descritas na acusação.

Nicolás Maduro, de 63 anos, e Cilia Flores, de 69, foram capturados por militares americanos em Caracas. A captura ocorreu em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. Após a prisão, os dois foram transferidos para Nova York, onde permanecem detidos no Centro Metropolitano de Detenção do Brooklyn.

Data do julgamento

O julgamento de Maduro e Cilia Flores está previsto para 1º de junho de 2027. O processo será conduzido na Justiça Federal de Nova York.

Indenização milionária

A nova denúncia surge após outra decisão da Justiça dos Estados Unidos. Essa decisão anterior envolvia americanos que afirmaram ter sido vítimas de tortura na Venezuela.

Em julho deste ano, um juiz federal de Miami determinou o pagamento de aproximadamente US$ 314 milhões em indenizações. O valor será pago a três cidadãos americanos: Jerrel Kenemore, Jason Saad e Edgar Marval.

Os três denunciaram ter sido presos e submetidos a tortura enquanto estavam sob custódia das autoridades venezuelanas. Eles foram libertados em dezembro de 2023, durante uma negociação diplomática entre o governo do então presidente Joe Biden e Caracas. O acordo também envolveu a libertação de Alex Saab, empresário e aliado de Maduro que estava detido nos Estados Unidos.

A decisão de indenização foi proferida à revelia. Isso significa que, em um processo civil, Maduro e outros acusados não apresentaram defesa.


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