O Senado Federal começará o mandato de 2027 com a maior bancada feminina de sua história, totalizando 15 deputadas. No entanto, 12 estados não terão mulheres no cargo. A lista inclui grandes estados como São Paulo e Rio de Janeiro, além do Amazonas, Bahia, Pará, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Bahia. Apenas o Distrito Federal terá uma bancada 100% feminina, com Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Aproximadamente dois terços do Brasil ficarão sem representantes femininas no Senado Federal a partir de 2027. Apesar de o Senado eleger o maior número de mulheres em sua história, com 15 senadoras, 12 estados não terão uma única mulher entre seus três senadores.
Esse cenário é uma melhora em relação à legislatura atual, onde 16 estados estavam sem senadoras. Mesmo assim, a maioria dos estados brasileiros continuará sem representação feminina no alto escalão do Poder Legislativo.
- 15 mulheres: Total de senadoras eleitas para o mandato 2027-2030.
- 12 estados: Unidades da federação que ficarão sem nenhuma senadora.
- Distrito Federal: Único ente com bancada 100% feminina (Damares, Michelle e Bia Kicis).
- Novas representantes: Acre, Ceará, Goiás e Minas Gerais ganham sua primeira senadora.
- Incertezas: Amazonas, Tocantins e Paraná podem ter alterações devido a segundo turno e julgamentos no TSE.
Estados que ficarão sem senadoras
Dez estados manterão apenas senadores homens: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe. Esses entes já estavam sem representação feminina e não terão mudanças neste aspecto.
Os outros dois estados da lista que ficará sem mulheres são a Paraíba e São Paulo. Diferente dos anteriores, esses dois estados haviam eleito senadoras em ciclos anteriores, mas perderam essas vagas nas eleições de 2026, retornando a um cenário sem representação feminina.
Progresso e novas representações
Há também avanços: quatro estados que não tinham senadoras começam a ter a partir de fevereiro de 2027. São eles: Acre, Ceará, Goiás e Minas Gerais. Além disso, outros estados que já contavam com mulheres no Senado continuam mantendo ao menos uma representante, com substituições de candidatas eleitas pelas que não conseguiram reeleição.
A grande exceção positiva é o Distrito Federal, que se tornou a primeira unidade da federação com uma bancada totalmente feminina no Senado. As senadoras são Damares Alves (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), todas com mandatos garantidos.
Maranhão e Pernambuco também se destacam por contarem com duas senadoras cada na próxima legislatura, aumentando a pluralidade de gênero em suas bancadas.
Imprevistos no segundo turno e no TSE
Embora o quadro geral pareça fechado, alguns cenários podem mudar o cenário. No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) disputa o governo do estado no segundo turno. Se ele for eleito governador, sua primeira suplente, Cheila Moreira (PT), assumirá a cadeira no Senado. Isso faria o Amazonas entrar na lista dos estados com representação feminina.
Em situação diferente está a Tocantins, onde a senadora Professora Dorinha (União) também disputa o governo. No entanto, sua primeira suplente é Professora Lu (União), o que significa que, se Dorinha vencer, o estado continuará sem uma nova senadora, mantendo o status quo de gênero na vaga em disputa.
Outro ponto de atenção é o caso do senador eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará nesta quinta-feira (8) uma ação que questiona sua candidatura. Se o tribunal negar o registro, os votos de Dallagnol serão anulados e ele não poderá assumir. O tribunal decidirá então como preencher a vaga, o que pode resultar em uma candidata assumindo, alterando assim a contagem final de mulheres no Senado.






