O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que vai definir se Deltan Dallagnol mantém o cargo de senador pelo Paraná. A decisão era para sair nesta quinta-feira, mas não aconteceu, e uma nova data ainda não foi marcada. O caso envolve a saída do ex-procurador do Ministério Público Federal antes da eleição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que definirá a validade da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná no primeiro turno. O ex-procurador recebeu 2.904.594 votos, ou 25,14% dos votos válidos. O caso estava previsto para esta quinta-feira (8), mas não foi chamado para julgamento. Ainda não foi definida uma nova data.
O processo questiona decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia deferido o registro de Dallagnol. A ação pede o indeferimento da candidatura e a nulidade dos votos recebidos pela chapa. O relator é o ministro Floriano de Azevedo Marques.
- O TSE decidiu por adiar o julgamento sem anunciar nova data.
- Dallagnol foi eleito com quase 2,9 milhões de votos no primeiro turno.
- O caso questiona a validade do registro do ex-procurador federal.
- Em 2023, o TSE já havia cassado seu mandato de deputado federal.
- O ministro Kassio Nunes Marques permitiu a contagem dos votos na eleição.
Na véspera da eleição, Floriano havia decidido individualmente pelo indeferimento do registro. No domingo (4), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou que os votos de Dallagnol fossem contabilizados até a análise do caso pelo plenário.
A controvérsia está relacionada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. Em 2023, o TSE cassou seu mandato de deputado federal por entender que ele pediu exoneração enquanto havia procedimentos disciplinares que poderiam resultar em inelegibilidade.




