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07 de outubro de 2026

SAÚDE

Dislexia nas crianças: guia simples para entender os sinais e como ajudar

SAÚDE Dislexia 07/10/2026 08:53 Luciana Brites - Hoje em Dia hojeemdia.com.br

Entenda como identificar a dislexia, que vai além de esquecer as letras. Saiba quais são os sinais nos primeiros anos, os impactos na autoestima e como a escola e a família devem agir para apoiar o desenvolvimento da criança.

A dislexia é uma condição do cérebro que dificulta a leitura e a escrita. Ela é classificada como um transtorno do neurodesenvolvimento, o que significa que se manifesta nos primeiros anos de vida. Os primeiros sinais podem aparecer como um atraso na fala ou em outras etapas do desenvolvimento da criança.

Mesmo que a criança estude em uma escola de qualidade, com professores bem preparados e métodos de ensino adequados (como a alfabetização fônica), ela continua com muitas dificuldades. Essas crianças não conseguem automatizar o processo de ler e escrever e sofrem para compreender o que leem. O diagnóstico definitivo costuma ser dado depois que a criança já deveria ter aprendido a ler, geralmente entre os 8 e 9 anos.

  • Sinais iniciais: Atraso na fala e dificuldades motoras nos primeiros anos.
  • Momento do diagnóstico: Fica claro por volta dos 8 ou 9 anos, quando as dificuldades persistem apesar do ensino de qualidade.
  • Alvo do diagnóstico: Não se confunde com má alfabetização; é necessário descartar outros problemas emocionais ou de inteligência.
  • Impacto emocional: Baixa autoestima e sofrimento devido à exclusão em sala de aula.
  • Solução: Apoio especializado com psicopedagogia e neuropsicopedagogia.

Reconhecendo os sinais na escola

Pais e professores precisam ficar atentos a crianças que têm dificuldade persistente para ler e escrever. Se a escola estiver funcionando bem, mas a criança ainda não consegue acompanhar, a discrepância se torna mais evidente por volta dos oito ou nove anos. É nesse momento que a comparação com o esperado para a idade mostra o transtorno.

Os impactos da dislexia não ficam presos apenas às notas ou à escola. Como a leitura é a porta de entrada para aprender qualquer outra matéria, a dificuldade nessa base gera consequências graves. Crianças com dislexia podem se sentir excluídas dos grupos, desenvolver uma baixa autoestima e sofrer com problemas emocionais, achando que são "burras" ou incapazes.

Como tratar e apoiar a criança

O sofrimento é comum, pois a criança se frustra com sua própria capacidade. Por isso, o apoio especializado é fundamental. Profissionais como psicopedagogos e neuropsicopedagogos investigam como a criança aprende, focando nos processos do cérebro envolvidos na leitura e na escrita. Eles ajudam a superar essas barreiras cognitivas.

Além de ensinar a criança, esses profissionais dão suporte emocional a ela, orientam a família sobre como agir em casa e passam ferramentas para a escola. Assim, todos os lados do processo de aprendizagem trabalham em conjunto.

É importante entender que o diagnóstico exige cuidados. Antes de fechar que a criança tem dislexia, os especialistas precisam descartar outros fatores. Isso inclui problemas emocionais, deficiência intelectual, outros transtornos ou, principalmente, um ensino inadequado. Uma criança que apenas não foi bem ensinada não deve ser confundida com uma portadora de dislexia.

O papel da família e da escola

Família e escola têm um papel essencial nesse processo. É preciso compreender como a criança funciona cognitivamente e emocionalmente. Isso envolve adaptar as estratégias de ensino, trabalhar habilidades que antecedem a leitura, variar as formas de aprendizagem e manter uma comunicação aberta entre todos os envolvidos.

Entender sobre a dislexia nos permite olhar para além da simples dificuldade de ler. Ao reconhecer as necessidades específicas dessas crianças, podemos promover o suporte adequado para o desenvolvimento acadêmico, emocional e a construção da autoestima.


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